
É já amanhã.
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Seja como for, o interesse da actriz por Typhoid Mary poderia ser tido como um mero capricho pessoal (que, aliás, para já, não pode ainda ser desmentido) e passado completamente despercebido, se, porventura, não se tivesse especulado, há algum tempo atrás, sobre uma possível, não sequela, mas sim, espécie de remake (tão em voga, actualmente!) do Daredevil original, à semelhança do Hulk de Edward Norton, do Batman Begins de Nolan ou até mesmo, em certa medida, do Punisher - War Zone.


Para quem não sabe, Abraham Sapien é um efectivo, de idade desconhecida, do B.P.R.D., grupo responsável pela descoberta, educação e revelação ao mundo do demónio Hellboy (personagens que, aliás, rivalizam na minha lista de preferências), de quem, a par do Professor Trevor Bruttenholm, Abe se considera pupilo. Sendo meramente humano, Langdon Everett Caul, um magnata do século XIX, é vítima da influência de uma entidade aquática de cariz sobenatural, acabando por se tornar uma criatura anfíbia, bípede e cognitiva, um icthyo sapien. É encontrado cerca de 100 anos mais tarde, numa espécie de animação suspensa, dentro de um cilindro com água, rotulado “14 de Abril de 1865” – o ano do assassinato de Lincoln. Destas características vai extrair os seus novos nome e identidade: Abraham Sapien.
Numa reviravolta artística, os desenhos ficam a cargo do excelente Jason Shawn Alexander – autor de Damn Nation, por exemplo, também pela Dark Horse – cujo traço actual o aproxima de um estilo mais independente, ao passo que as cores continuam a ser do imperativo e multi-galardoado Dave Stewart. O argumento (e a capa), como já referi, é da autoria de Mike Mignola.


Primeiro consegui, para a PSP, a versão "recauchutada" (embora seja possível jogar todos os cenários originais) do fantástico Lemmings. Quem o conhece sabe, perfeitamente, quão viciante este jogo se pode tornar; os que o desconhecem, dificilmente seriam convencidos pelo que pudesse escrever aqui, já que a adição resulta, nitidamente, de uma memória de infância (ou talvez não...) - digamos, simplesmente, que é do tipo "quebra-cabeças em plataformas". Ai, que saudades tenho do Commodore!
Depois, tive a felicidade de descobrir, numa edição de 2 DVD, a série de animação completa The Mighty Thor, dos anos 60/70 (não me recordo exactamente da década e sou preguiçoso demais para pesquisar). Se tiverem presente a série Captain America, da mesma época e do mesmo tipo, percebem que uso o termo "animação" livremente, uma vez que cada episódio era mais uma sucessão de pin-ups do que, propriamente, desenhos animados. No entanto, foi essa sua característica extremamente vanguardista, que me permitiu retê-la para sempre na memória, mesmo sendo, na altura, muito jovem.
Adquiri, recentemente, o 5.º livro de Hellboy em prosa, publicado pela Dark Horse e intitulado Oddest Jobs.
À semelhança dos 2 últimos (e contrariamente aos primeiros, por serem romances), este volume compreende um conjunto de contos, escritos por vários nomes do "Fantástico" e organizados por Christopher Golden, baseados, imperativamente, no universo de Hellboy e do B.P.R.D. (Bureau for Paranormal Research and Defense).
Publicada pela Image, termina em Setembro uma série de 6 comics intitulada Dead Space, baseada no jogo do mesmo nome da Electronic Arts, anunciado para Outubro deste ano.
De salientar, no entanto, que o motivo principal pelo qual refiro esta banda desenhada se prende com o facto de a ilustração (acompanhada pelo argumento de Antony Johnston) estar a cargo de Ben Templesmith - o mesmo de Hellspawn (ver ao lado), Fell e do, infinitamente mais conhecido, 30 Days of Night. Tendo em conta os projectos a que Templesmith costuma estar associado e o seu estilo "visceral", o mote de série será, invariavelmente, o terror gore.
De forma muito sucinta, a história desenrola-se nos subterrâneos de Londres (alguém se lembra de Neverwhere?), onde um grupo circense, de nome "The Theater of Night's Dreaming" (e de The Sandman?), vai apresentando a sua exibição (cujas atracções são executadas, em grande parte, de forma pouco convincente) a um conjunto de espectadores, que vai sendo conduzido de galeria em galeria, consoante o espectáculo se vai desenrolando. No decurso de um dos números, "Miss Finch" (colocado entre aspas porque, como as personagens mencionam frequentemente, este não é o seu verdadeiro nome) desaparece - revelar o que quer que seja mais estraga o enredo.
Displicentemente catalogado pelo mundo editorial como thriller, daquela estirpe inaugurada por Dan Brown e o seu Código Da Vinci, aproxima-se muito mais do género fantástico (ou, até mesmo, do Terror) do que daquele, salvaguardando, no entanto, o já clássico, saturante e monótono motivo do "segredo apócrifo do passado (desta feita, o Livro de Enoque - profeta bisavô de Noé), revelado no presente, com terríveis consequências para o futuro".
Embora temática e estilisticamente não seja uma obra-prima, e muito menos obrigatória, vai, com certeza, agradar-vos e divertir-vos se, como eu, forem ávidos "consumidores" de leitura, já que, de outra forma, não vos enriquecerá cultural ou literariamente. Devo, não obstante, referir que o último quarto do livro imprime um tal ritmo à narrativa, que é difícil resistir a voltar uma e mais outra página, até ao seu desfecho.
1.º - o facto das personagens principais terem sido reais - Sir Arthur Conan Doyle (criador de Sherlock Holmes), Harry Houdini (famoso escapista), H. P. Lovecraft (escritor pulp, de culto), Marie Laveau (Raínha Vudu, a qual, confesso, não conhecia) e, até mesmo, Aleister Crowley (do grupo ocultista "Aurora Dourada");
2.º - a sociedade secreta, da qual o livro extrai o seu título, remete, automaticamente, para duas das mais interessante e bem escritas bandas desenhadas, da última década - B.P.R.D. (Bureau for Paranormal Research and Defense), de Mike Mignola, e League of Extraordinary Gentlemen, de Alan Moore, ambos grupos de investigação e intervenção que lidam com eventos e indivíduos à margem daquilo que é, vulgarmente, considerado normal ou natural.
De acordo com informações do sítio oficial do The Goon, David Fincher vai adaptar para cinema, o herói da banda desenhada de culto com o mesmo nome, criada por Eric Powell.