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quarta-feira, 28 de abril de 2010

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Falar p'ro boneco! # 4

Após uma reserva de quase 2 anos, em que nunca perdi o interesse (o facilitismo, por vezes, possibilita este tipo de abusos), acabei por comprá-lo na segunda-feira passada.












Spawn 11, integrante da linha Spawn Series 31: Other Worlds, de 2007, da McFarlane Toys e baseado nos desenhos da BD à qual vai buscar o nome.

sábado, 23 de maio de 2009

Daredevil 2?


De acordo com um rumor adiantado pelo First Showing, a actriz Katee Sackhoff (Starbuck na nova versão de Battlestar Galactica) ter-se-á dirigido a uma loja de BD, em Hollywood, e pedido todos os comics disponíveis com aparições de Typhoid Mary. Para quem não sabe, a personagem em questão (editada pela Marvel) é uma vilã das histórias do Daredevil (ou Demolidor como é conhecido em Portugal e no Brasil) que, apesar de exuberante e peculiar, sempre me pareceu uma pálida e repulsiva imitação de Elektra.

Seja como for, o interesse da actriz por Typhoid Mary poderia ser tido como um mero capricho pessoal (que, aliás, para já, não pode ainda ser desmentido) e passado completamente despercebido, se, porventura, não se tivesse especulado, há algum tempo atrás, sobre uma possível, não sequela, mas sim, espécie de remake (tão em voga, actualmente!) do Daredevil original, à semelhança do Hulk de Edward Norton, do Batman Begins de Nolan ou até mesmo, em certa medida, do Punisher - War Zone.

Que posso dizer? O primeiro filme foi tão mau que o herói, pela sua densidade psicológica e características particulares, merece, definitivamente, a redenção. Mas, sinceramente, tenho receio do que esperar...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Watchmen - Tales of the Black Freighter


Aproveitando o entusiasmo gerado à volta de Watchmen, surge agora, directamente em DVD, uma curta-metragem de animação intitulada Tales of the Black Freighter.

O objectivo do projecto foi adaptar esta "sub-história", originalmente publicada na BD, e enriquecer (um pouco à semelhança do que foi feito na experiência Matrix, com todos os jogos, livros e animações associados aos filmes) ainda mais a vasta mitologia revolvendo em torno de Watchmen.

Narrado por Gerard Butler, realizado por Daniel Delpurgatorio e co-escrito por Zack Snyder, o filme incide sobre a história de um capitão, único sobrevivente de um naufrágio, na sua luta pela vida e esperança de regresso a casa, através de um dilacerante relato sobre dor, morte e loucura. São cerca de 25 minutos altamente perturbantes e imersivos.

Fazendo-se acompanhar de alguns extras, devo ainda referir a inclusão de um muito inteligente "fakementary", Under the Hood, filmado em imagem real e com alguns dos actores de Watchmen, relatando o processo de escrita da biografia de Nite Owl e dos Minutemen, referida no decurso do filme de cinema.

No seu todo, é um DVD paralelo, mas bem recheado e pertinente, que podem encontrar, por menos de 10€, em play.com.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Watchmen


Fui ver recentemente a adaptação de Watchmen ao cinema. Ok, infelizmente em Alemão, como não podia deixar de ser, mas o conhecimento da obra de BD (que não proclamo ser ultra-extenso, como muitos fanboys na net, uma vez que já se passou algum tempo desde a última leitura que fiz) foi mais que suficiente para fazer as comparações necessárias entre o livro e o filme.

Fiquei bastante agradado, principalmente tendo em conta a dificuldade que é adaptar uma obra extensa, com bastantes linhas narrativas, flashbacks e pormenores contidos no original.

O facto de que a minha namorada, que não conhece o original nem é particularmente fã de filmes de ficção científica ou de super-heróis, conseguiu apreciar o filme e não se mostrou demasiado confundida com o enredo, é sinal claro que a equipa do filme conseguiu um filme coerente e a funcionar relativamente bem de forma independente. Aliás, a leitura do review de Roger Ebert, conhecido e reputado crítico de cinema, também ele desconhecedor da obra original, leva à mesma conclusão.

Gosto do estilo visual de Zack Snyder e aprecio bem mais o seu estilo de filmar/editar e coreografar as cenas de luta, do que o estilo confuso de Christopher Nolan. Aliás, este é o único problema que encontro em Nolan.

Tenho no entanto alguns detalhes a apontar que, na minha opinião, poderiam ter sido melhor executados:

- um deles é o Dr. Manhattan, cuja figura poderia ter sido melhor integrada no filme, embora admita que o brilho que o seu corpo emite, e a que os nossos olhos não se encontram naturalmente habituados, denuncia de forma mais flagrante que a personagem é digital. Ainda assim, preferia ver a musculatura da personagem reduzida, de forma a conseguir uma figura mais elegante e natural. Concordo que a personagem é musculada na obra original, mas em termos de filme, creio que o "efeito digital" da personagem poderia ser atenuado através de uma silhueta um pouco mais moderada;

- não gostei muito do actor escolhido para fazer de Ozymandias. Achei o casting, de forma geral muito bem feito, com os actores bem adaptados às personagens, mas o semblante de Matthew Goode não encaixa bem com a figura da BD e a arrogância na sua interpretação de Veidt está um pouco distanciada do narcisismo racional e o semblante de naturalidade quase inocente com que Veidt se apresenta na BD;

- a alteração do final deixa sempre um saborzinho amargo na boca, principalmente quando o resto do filme denota um esforço grande para se manter fiel à BD, mas admito que funciona bem na mesma e não retira valor ao conceito presente no livro.

Bem, com apenas um visionamento, é-me difícil escrever mais, e acredito que até seja uma benção, para quem se arriscar ao aborrecimento de tão longo post. Resta-me aguardar até poder ver o filme de novo, agora em Inglês (possivelmente o Director's Cut, anunciado também para cinema mas com data ainda incerta, se não me engano), para ver se me "dá na tola" para escrever algo mais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Abe Sapien - The Drowning


Já está disponível num único volume, pela chancela da Dark Horse, a série intitulada Abe Sapien – The Drowning, inicialmente publicada em 5 números pela mão da mesma editora.

Numa história que poderia ser, facilmente, protagonizada pelo B.P.R.D. (Bureau for Paranormal Research and Defense) como se tornou um hábito, Mike Mignola – aqui argumentista – optou por, neste caso, evidenciar a personagem de Abe Sapien numa investigação que, salvo um imprevisível e desconcertante auxílio externo, leva a cabo a solo.

Para quem não sabe, Abraham Sapien é um efectivo, de idade desconhecida, do B.P.R.D., grupo responsável pela descoberta, educação e revelação ao mundo do demónio Hellboy (personagens que, aliás, rivalizam na minha lista de preferências), de quem, a par do Professor Trevor Bruttenholm, Abe se considera pupilo. Sendo meramente humano, Langdon Everett Caul, um magnata do século XIX, é vítima da influência de uma entidade aquática de cariz sobenatural, acabando por se tornar uma criatura anfíbia, bípede e cognitiva, um icthyo sapien. É encontrado cerca de 100 anos mais tarde, numa espécie de animação suspensa, dentro de um cilindro com água, rotulado “14 de Abril de 1865” – o ano do assassinato de Lincoln. Destas características vai extrair os seus novos nome e identidade: Abraham Sapien.

Em The Drowning, passado em 1981, após uma ausência por tempo indeterminado de Hellboy, ascendendo já a 2 anos, um inexperiente Abe é enviado à ilha de Saint-Sébastien, a oeste da costa francesa, numa simples missão de recuperação de um lendário objecto naufragado. Rapidamente misturando um investigador victoriano do paranormal, um bruxo holandês, um mártir cristão, uma população padecendo de lepra, um obscuro artefacto tibetano e a ancestral filha de uma divindade marítima, de forma aparentemente desconexa, mas cuja coesão vai buscar ao desenlace da história, o enredo cedo se mostra superior e críptico demais face à experiência de Sapien que, inevitavelmente, se transforma num peão das forças escondidas na periferia da sua (e da nossa) compreensão, ao mesmo tempo que mais alguns poucos aditamentos vão enriquecendo a sua própria enigmática origem.

Numa reviravolta artística, os desenhos ficam a cargo do excelente Jason Shawn Alexander – autor de Damn Nation, por exemplo, também pela Dark Horse – cujo traço actual o aproxima de um estilo mais independente, ao passo que as cores continuam a ser do imperativo e multi-galardoado Dave Stewart. O argumento (e a capa), como já referi, é da autoria de Mike Mignola.

Abe Sapien – The Drowning não é original para quem está habituado ao universo do B.P.R.D. e deste tipo de imaginário, mas é exactamente o que se espera: imersivo, soturno, carismático e estimulante. As correlações entre mitologia, folclore e imaginação denotam um génio inventivo e, culturalmente, significativo. Se o fosse (original, entenda-se), deixaria de ser o que é para ser outra coisa qualquer.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Nova - Annihilation Conquest


Como alguns (poucos) poderão saber, enquanto a
Marvel Comics concentrava todos os seus esforços (e a atenção dos fãs) no evento conhecido como Civil War em que (de forma muito sucinta) os mais populares heróis da editora se dividiram em duas facções antagónicas com interpretações opostas dos conceitos de lei e justiça, e cuja consequência mais importante terá sido a morte do Capitão América (muito metafórico, por sinal!), decorreu, paralelamente, uma saga intitulada Annihilation, que contava com algumas das mais interessantes e (incompreensivelmente) maltratadas personagens do universo Marvel como o Surfista Prateado, Nova ou Galactus, a par de um punhado de não-tão famosos heróis ou, simplesmente, ilustres desconhecidos.

Enquanto na Terra a confusão é total (na história que referi no início do post), Annihilation passa-se em pleno espaço sideral, uma autêntica Ilíada de proporções cósmicas, o Universo a ferro e fogo. Annihilus (o inimigo do Quarteto Fantástico conhecido, em Portugal e no Brasil, como o "Aniquilador") liberta a Annihilation Wave (a frota imperial da dimensão paralela chamada Zona Negativa) no meio da nossa realidade, tendo o genocídio como único objectivo. O seu poder é de tal forma destrutivo, que alguns ex-arautos do temível Galactus são mortos, colocando em risco a própria existência da entidade "devoradora de mundos".

Ficção científica pura, embora as equipas criativas não sejam de primeiro plano, o argumento é bastante interessante e consistente, digno da aprovação dos adeptos do género - numa época em que a FC quase desapareceu de todos os meios culturais e de comunicação, é sempre com alguma expectativa que a recepção deste tipo de imaginário é efectuada. Dada a notória escassez de meios, no entanto, não acredito que a Marvel previsse o apreço que a saga granjeou por parte dos leitores, sendo que daí resultaram algumas séries de comics.

Uma dessas séries intitula-se Nova e acompanha a personagem do mesmo nome no rescaldo da guerra cósmica que, tendo sobrevivido, continua a praticar o serviço que sempre prestara antes da tragédia. A saber: Xandar foi um dos primeiros "planetas" a ser destruído pela Annihilation Wave; a comunidade xandariana criara um espécie de polícia galáctica, a Nova Corps, composta por efectivos de todos os cantos do Universo (aos quais era atribuida uma parcela ínfima da energia chamada nova force) e estruturada hierarquicamente - da Terra contava com Richard Ryder; após o ataque de Annihilus, toda a Nova Corps foi extinta com excepção de Richard; a entidade (meio energética, meio informática) Worldmind, responsável pela gestão da Nova Corps, da nova force e pela preservação da cultura xandariana, numa atitude desesperada de sobrevivência (característica, aliás, muito humana) imbuiu Richard de toda a nova force, antes distribuida pelos efectivos da corporação, ao mesmo tempo que se "instalou" no cérebro e espalhou por todo o seu corpo; de forma a que Ryder não enlouquecesse, Worldmind, alterou o seu fato para que contivesse, mais facilmente, a energia indescritível que o passou a percorrer; Nova ascendeu à categoria de centurião, passando a ser um regimento de um só homem. É extremamente inteligente a dicotomia paradoxal entre Nova e Worldmind, uma vez que o primeiro arrisca a existência de ambos no cumprimento dos deveres da Nova Corps (razão pela qual Worldmind foi criado), por oposição às directivas de preservação do segundo, que tem como objectivo ser "descarregado" num lugar seguro, onde possa criar uma outra Nova Corps, para levar a cabo o que Richard já está a fazer.

Como a maioria dos comics mensais, a história está ser coligida em trade paperbacks (já existem dois), cujo primeiro volume se intitula Nova - Annihilation Conquest. O argumento fica a cargo do multi-facetado Dan Abnett (considerado um dos melhores escritores de Warhammer 40'000) e Andy Lanning e os desenhos são de Sean Chen e Scott Hanna. É aconselhável lerem primeiro a saga Annihilation, também em TPB.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Watchmen cancelado?

(Atenção: nenhum dos dados deste post foi retirado de fontes oficiais e, como todo o bom rumor não confirmado, poderão não ser válidos!)

Pois é, na minha habitual deambulação mensal ao "Mundo Encantado dos Brinquedos" (leia-se comic store) onde eu e os da minha espécie encetamos, por vezes, animadas tertúlias de 15 minutos (das quais todo o tipo de informação inútil, mas interessantíssima, costuma brotar) descubro que, prontinho a estrear, Watchmen poderá não ser exibido, visto a Fox, aparentemente, ter conseguido uma leitura de sentença favorável por parte dos tribunais.

Para quem não faz a mínima ideia do que estou a falar, de forma muito sucinta (até porque os contornos desta questão são, previsivelmente, obscuros), o que se passa é o seguinte: aparentemente, os direitos de rodagem de Watchmen adquiridos pela Warner Bros. ainda pertenciam à Fox - o mais irónico é que a BD na qual o filme se baseia foi publicada pela DC Comics, uma empresa do grupo Time Warner.
Assim sendo, a queixa apresentada pela Fox foi deferida judicialmente, impedindo a estreia da película. A forma de contornar esta situação, poderá passar por uma de duas alternativas (mais ou menos) dolorosas para a Warner Bros. - ou interpõem um recurso que (claro está!) poderá levar anos a resolver ou aceitam pagar os 300 milhões de dólares que a Fox exige como compensação para a exibição do filme.

Os comentários, deixo-os para vocês...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Falar p'ro boneco! # 2

Uma das minhas figuras favoritas.












Spawn, the Black Knight, produzido para a linha Spawn Series 26: The Art of Spawn, de 2004, pela McFarlane Toys e baseado numa das capas da série de BD, Spawn - The Dark Ages.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Fonte da Juventude

Esta semana, num acto selvagem de revivalismo e de puro egoísmo, adquiri, através do fabuloso play.com, dois deliciosos tesouros do século passado.

Primeiro consegui, para a PSP, a versão "recauchutada" (embora seja possível jogar todos os cenários originais) do fantástico Lemmings. Quem o conhece sabe, perfeitamente, quão viciante este jogo se pode tornar; os que o desconhecem, dificilmente seriam convencidos pelo que pudesse escrever aqui, já que a adição resulta, nitidamente, de uma memória de infância (ou talvez não...) - digamos, simplesmente, que é do tipo "quebra-cabeças em plataformas". Ai, que saudades tenho do Commodore!

Depois, tive a felicidade de descobrir, numa edição de 2 DVD, a série de animação completa The Mighty Thor, dos anos 60/70 (não me recordo exactamente da década e sou preguiçoso demais para pesquisar). Se tiverem presente a série Captain America, da mesma época e do mesmo tipo, percebem que uso o termo "animação" livremente, uma vez que cada episódio era mais uma sucessão de pin-ups do que, propriamente, desenhos animados. No entanto, foi essa sua característica extremamente vanguardista, que me permitiu retê-la para sempre na memória, mesmo sendo, na altura, muito jovem.

Posso garantir-vos que, nostalgias à parte, nesta semana rejuvenesci mais de 20 anos...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Capitão América ou Afro-américa?

Rumores, (felizmente) não confirmados ainda, sobre o actor que desempenhará o papel do famoso "Sentinela da Liberdade" referem, a dada altura, o nome de Will Smith.

Sob pena de ter de me retratar mais tarde, prefiro não tecer, nesta altura, qualquer tipo de comentário (embora muito me apeteça!) e aguardar por uma informação oficial.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Oddest Jobs

Adquiri, recentemente, o 5.º livro de Hellboy em prosa, publicado pela Dark Horse e intitulado Oddest Jobs.

À semelhança dos 2 últimos (e contrariamente aos primeiros, por serem romances), este volume compreende um conjunto de contos, escritos por vários nomes do "Fantástico" e organizados por Christopher Golden, baseados, imperativamente, no universo de Hellboy e do B.P.R.D. (Bureau for Paranormal Research and Defense).

Como já vem sendo apanágio do projecto, a edição encontra-se profusamente ilustrada, a preto e branco, pelo próprio Mike Mignola - motivo que, aliado à longa ausência de Mignola da parte gráfica dos comics (continua, no entanto, a escrever argumentos), justificaria, por si só, a sua aquisição.

Se gostam do género, recomendo a sua leitura. Deixo, também, para quem tiver curiosidade, os títulos dos volumes (independentes entre si) anteriores: The Lost Army, The Bones of Giants, Odd Jobs e Odder Jobs.

Nota: não confundam os filmes com a personagem; a banda desenhada e os livros são, definitivamente, mais sérios, mais credíveis e, até mesmo, mais dignos.

domingo, 31 de agosto de 2008

Dead Space

Publicada pela Image, termina em Setembro uma série de 6 comics intitulada Dead Space, baseada no jogo do mesmo nome da Electronic Arts, anunciado para Outubro deste ano.

A história (muito pouco original, mas o meu amor incondicional por ficção científica impregna-me de uma atracção sobrenatural por este tipo de temática!) acompanha uma colónia mineira que, nos seus trabalhos em pleno espaço, extrai da rocha uma forma de vida alienígena, milenar e maldita!

De salientar, no entanto, que o motivo principal pelo qual refiro esta banda desenhada se prende com o facto de a ilustração (acompanhada pelo argumento de Antony Johnston) estar a cargo de Ben Templesmith - o mesmo de Hellspawn (ver ao lado), Fell e do, infinitamente mais conhecido, 30 Days of Night. Tendo em conta os projectos a que Templesmith costuma estar associado e o seu estilo "visceral", o mote de série será, invariavelmente, o terror gore.

Apesar de já não ser possível acompanhar os fascículos (também os perdi!), estará para breve o inevitável (e sempre mais proveitoso) trade paperback.

"What a load of crap!"


A evitar...

Se, alguma vez, conseguir ultrapassar a desilusão que Hellboy 2 - The Golden Army me causou, prometo escrever um texto mais extenso e específico, relativamente à fragilidade grave deste filme.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Novo trailer de The Spirit

Eu gosto...
Já se sabe que, visualmente, é bem diferente da BD de Will Eisner. Quanto à história, temos de esperar para ver. Esperemos que Frank Miller saiba o que está a fazer.
Para já...eu gosto...

domingo, 20 de julho de 2008

"Miss Finch"


Originalmente publicado sob a forma de conto, na premiada antologia de textos de Neil Gaiman, Smoke and Mirrors: Short Fictions and Illusions, The Facts in the Case of the Departure of Miss Finch vê agora a sua adaptação para banda desenhada pela mão do ilustrador Michael Zulli e de Todd Klein (que adaptou o argumento), publicada pela Dark Horse.

De forma muito sucinta, a história desenrola-se nos subterrâneos de Londres (alguém se lembra de Neverwhere?), onde um grupo circense, de nome "The Theater of Night's Dreaming" (e de The Sandman?), vai apresentando a sua exibição (cujas atracções são executadas, em grande parte, de forma pouco convincente) a um conjunto de espectadores, que vai sendo conduzido de galeria em galeria, consoante o espectáculo se vai desenrolando. No decurso de um dos números, "Miss Finch" (colocado entre aspas porque, como as personagens mencionam frequentemente, este não é o seu verdadeiro nome) desaparece - revelar o que quer que seja mais estraga o enredo.

Vários são os escritos de Gaiman transpostos para banda desenhada (não consigo esquecer o extraordinário Creatures of the Night, também ele ilustrado por Zulli). No entanto, não seria honesto dizer que esta história é fantástica. Não o é. Talvez a adaptação não fosse a mais correcta (a ilustração, por seu turno, não é o melhor que Zulli já fez), talvez a história fosse menos inspirada. Quem não conhece o autor, provavelmente, vai ficar satisfeito com o livro, por isso recomendo-o; quem conhece, poderia esperar um pouco mais.

Não posso terminar, no entanto, sem referir que Neil Gaiman é o meu autor de BD favorito e um dos escritores que mais respeito, pelo seu imaginário único. Mesmo que The Facts in the Case of the Departure of Miss Finch fosse o meu primeiro contacto com a sua obra, pelo abismo qualitativo que existe entre esta e as demais bandas desenhadas que por aí grassam, ficaria cativado.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Bota aí mais um...

Já que estou numa onda de cinema e comics, cá vai o trailer do novo filme de Zack Snyder (de "300") - "WATCHMEN" <--- clicar aqui!

Não posso tecer grandes comentários, mas visualmente parece-me uma delícia. Resta saber o tratamento que a magnífica graphic novel recebe, nesta transposição para o cinema...

Podem ver mais aqui.

domingo, 13 de julho de 2008

Das Trevas...

Acho que nestes últimos anos nunca tive tantas expectativas para um filme como para "The Dark Knight", segundo filme de Christopher Nolan sobre um dos melhores heróis de Banda Desenhada de sempre, Batman. Fiquei extremamente agradado com o primeiro, "Batman Begins", e pelos vistos o Sr. Nolan prepara-se para subir a parada no segundo filme. Já conhecia a obra deste realizador, que nos deu "Memento" e a versão de Hollywood do thriller norueguês "Insomnia", mas com "Batman Begins" e "The Prestige", este senhor firmou definitivamente os seus créditos, no que respeita à minha opinião. De facto estabeleci uma ligação entre Nolan e David Fincher, que se tornaram dois dos meus favoritos realizadores, por dedicarem tanta atenção ao conteúdo como à forma e por terem uma queda para contar estórias com uma estética noir ou gritty.

Voltando ao filme, tudo o que vi e li até agora só me causou boas impressões. O que me assusta, porque assim a magnitude da desilusão, caso ocorra, só poderá ser maior do que o normal. Mas pronto, é difícil de evitar dada a presumida qualidade da produção do filme, bem como toda a atenção dada aos pormenores que rodeiam o marketing do filme. Um bom exemplo pode ser encontrado no site Why So Serious?.

Aí encontram um resumo de todas as denominadas "viral campaigns" de publicidade, que se estenderam desde sites de internet que tratavam acontecimentos do Batman mythos como verdadeiros, a organização de encontros de fãs e seguidores do herói e do vilão, acontecimentos como encomenda de bolos em pastelarias feitas pelo Joker e iluminação de prédios com o Bat-sinal. Tudo isto em várias cidades, por vezes em diferentes continentes.
Mais leitura sobre isto aqui.

Posteriormente, todos estes sites foram delapidados pelo vilão, incluindo o site oficial do filme, que agora se encontra coberto de rabiscos, com gargalhadas à mistura.

Imagem retirada do site oficial do filme "The Dark Knight"

É claro que a infelicidade que se abateu sobre Heath Ledger aumentou o hype já de si grande. Na verdade, isto cresceu tanto, que aparentemente muitos cinemas nos E.U.A. estão a planear exibições do filme no fim-de-semana de estreia para as 3h e 6h da manhã, para lidar com a enorme procura de bilhetes que se verificou até ao momento.

Dito isto, resta-me esperar até à estreia do filme e rezar para que o filme seja no mínimo tão bom como o primeiro (ah, e tentar arranjar maneira de o ver com o som original...).

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Clube Arcanum


Terminei de ler mais um título da Saída de Emergência, Clube Arcanum, de Thomas Wheeler.
Displicentemente catalogado pelo mundo editorial como thriller, daquela estirpe inaugurada por Dan Brown e o seu Código Da Vinci, aproxima-se muito mais do género fantástico (ou, até mesmo, do Terror) do que daquele, salvaguardando, no entanto, o já clássico, saturante e monótono motivo do "segredo apócrifo do passado (desta feita, o Livro de Enoque - profeta bisavô de Noé), revelado no presente, com terríveis consequências para o futuro".
Embora temática e estilisticamente não seja uma obra-prima, e muito menos obrigatória, vai, com certeza, agradar-vos e divertir-vos se, como eu, forem ávidos "consumidores" de leitura, já que, de outra forma, não vos enriquecerá cultural ou literariamente. Devo, não obstante, referir que o último quarto do livro imprime um tal ritmo à narrativa, que é difícil resistir a voltar uma e mais outra página, até ao seu desfecho.
No entanto, a razão por que deixo aqui este post prende-se, fundamentalmente, com dois pontos:

1.º - o facto das personagens principais terem sido reais - Sir Arthur Conan Doyle (criador de Sherlock Holmes), Harry Houdini (famoso escapista), H. P. Lovecraft (escritor pulp, de culto), Marie Laveau (Raínha Vudu, a qual, confesso, não conhecia) e, até mesmo, Aleister Crowley (do grupo ocultista "Aurora Dourada");

2.º - a sociedade secreta, da qual o livro extrai o seu título, remete, automaticamente, para duas das mais interessante e bem escritas bandas desenhadas, da última década - B.P.R.D. (Bureau for Paranormal Research and Defense), de Mike Mignola, e League of Extraordinary Gentlemen, de Alan Moore, ambos grupos de investigação e intervenção que lidam com eventos e indivíduos à margem daquilo que é, vulgarmente, considerado normal ou natural.

De qualquer forma, se não ficaram, minimamente, interessados com o pouco que vos revelo, é provável, que este não seja, compreensivelmente, o vosso género e, dificilmente, Clube Arcanum ficaria na vossa memória, mesmo que o lêssem.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

The Goon no cinema?

De acordo com informações do sítio oficial do The Goon, David Fincher vai adaptar para cinema, o herói da banda desenhada de culto com o mesmo nome, criada por Eric Powell.

Esta notícia será certamente do agrado do Curufinwë e terá mais desenvolvimentos por parte dele. Ele, melhor do que ninguém, sabe o que dizer sobre The Goon.

(Ilustração: Goon, por Eric Powell.)